é Pois é;
coisa louca essa brincadeira das palavras,
Louca Transmissão,
comunicar e FALAR, flalar
flale;
coisa de blog:
um terreno virtual.
E antes que eu(nós) vire(mos) motivo de mote:
Estes poemas são loteados.
Mas e a interface?
Ai, ferrou-se: enferrou
Quero escrever de outra maneira: uma maneira pscicodélica!
Olho de frente e....
Singelo botão cenoura, envie este pronunciado: (clique!)
segunda-feira, 30 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
deus
melhor estar pelado
quando privada
a sós defeca
enfezado de fé
as fezes são
minhas orações
oro pelo ânus
antes orações
no esgoto
que na igreja
nem a mirra do padre
tiraria o cheiro
de minhas orações
ali no chão
em frente a cruz
antes descarga
que descarrego
acho que
sou deus
faço cocô
pelado
sábado, 14 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Livre arbítrio
Começo a escrever isso aqui por causa um e-mail que recebi com a seguinte frase que seria do Dr. Drauzio Varella:
" No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres que na cura do Mal de Ahlzeimer. Daqui alguns anos teremos velhas de seios grandes e homens de pinto duro, mas que não lembrarão pra que servem"
Nessa linha de pensamento podemos constatar que outro problema do mundo atual é que se gasta mais com a cura de doenças do que com prevenção das mesmas. Quer dizer se tivéssemos saneamento básico e moradia para todos nós teríamos menos doenças (em número e variedade de) e assim os gastos em saúde seria menor. Não haveria de se investir milhões em remédios e a quantidade de hospitais e serviços médicos seriam acessíveis a todos. Com saúde gratuita os gastos familiares seriam conduzidos para outros fins como alimentação. Com boa alimentação cada vez menos se precisa de serviço de saúde. E com menos gastos em saúde melhos se investe em outras áreas. Essa mesma lógica vai para educação, moradia, entre outros direitos inalienáveis garantidos a todos nós.
Dá pra acreditar num sistema composto de pessoas que querem deixar as pessoas fracas e burras? Só nos resta pensar, por um outro sentido, que quem nos governa são pessoas fracas e burras. Mas o livre arbítrio existe e todos nós OPTAMOS por viver nesse sistema de burrices e fraquezas. A conclusão disso é que, de uma maneira geral, o que está por trás de todas as nossas relações e tudo que se relaciona com a civilização mundial são valores fracos e burros. Não há lógica mais ilógica que essa. Isso nos faz pensar se realmente existe livre-arbítrio. Se cada um de nós fizéssemos melhor uso desse livre arbítrio que carregamos com certeza viveríamos num lugar mais tranquilo. Tão bom seria que até engenharia seria prazeroso.
" No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres que na cura do Mal de Ahlzeimer. Daqui alguns anos teremos velhas de seios grandes e homens de pinto duro, mas que não lembrarão pra que servem"
Nessa linha de pensamento podemos constatar que outro problema do mundo atual é que se gasta mais com a cura de doenças do que com prevenção das mesmas. Quer dizer se tivéssemos saneamento básico e moradia para todos nós teríamos menos doenças (em número e variedade de) e assim os gastos em saúde seria menor. Não haveria de se investir milhões em remédios e a quantidade de hospitais e serviços médicos seriam acessíveis a todos. Com saúde gratuita os gastos familiares seriam conduzidos para outros fins como alimentação. Com boa alimentação cada vez menos se precisa de serviço de saúde. E com menos gastos em saúde melhos se investe em outras áreas. Essa mesma lógica vai para educação, moradia, entre outros direitos inalienáveis garantidos a todos nós.
Dá pra acreditar num sistema composto de pessoas que querem deixar as pessoas fracas e burras? Só nos resta pensar, por um outro sentido, que quem nos governa são pessoas fracas e burras. Mas o livre arbítrio existe e todos nós OPTAMOS por viver nesse sistema de burrices e fraquezas. A conclusão disso é que, de uma maneira geral, o que está por trás de todas as nossas relações e tudo que se relaciona com a civilização mundial são valores fracos e burros. Não há lógica mais ilógica que essa. Isso nos faz pensar se realmente existe livre-arbítrio. Se cada um de nós fizéssemos melhor uso desse livre arbítrio que carregamos com certeza viveríamos num lugar mais tranquilo. Tão bom seria que até engenharia seria prazeroso.
terça-feira, 10 de março de 2009
inércia
inércia:
o mundo parou
e eu voei
ou vice-versa
*já havia publicado essa naquele velho zine do sarau da psico...
quinta-feira, 5 de março de 2009
comer
é carnaval
aval da carne
minha sua
nós
duro molhada
cima embaixo
dentro fora
frente atrás
traz pra nós
aquela paz
jesus, é virgem
não sabia
gozar demais.
quarta-feira, 4 de março de 2009
música
hoje tive uma visão:
teu sorriso
fora convidado por um pássaro
a chover na relva
num sem fim campo verde,
um povoado de esparsas flores.
chuva e raios de sol
orvalhando flores ultra-violetas
fazendo do arco-íris,
uma ponte até meus olhos.
sete cores dilatadas
pela íris
lapidaram meu cristalino
convergindo em imagens estímulo.
resta-me contemplar teu sublime sorriso:
horizontalmente,
a chuva cai sobre mim.
não por estar deitado,
mas sim descansado, pleno.
um pássaro beberica da poça que se formara em meus olhos.
bem-te-vi.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Sapo
um sapo carregado de imagens inconscientes me atacou.
do susto momentâneo
fico intrigado
ele se impõe, sou desconhecido
não sou dessa sua úmida terra
quando de fato deveria ser.
sapos são envoltos de uma aura quase mística, onírica,
pujante sobremaneira de um negro azul
mas de alma verde
e olhar impávido
quase que inquiridor
com um simples salto, cheio de si
esboçando um singelo desdém,
se distancia
deixando pro ser urbano
todo o extenuante conflito:
- aqui ficarei, tu voltarás a viver as velhas mentiras, constructos de velhas consciências. antinatureza mesmo.
e volto eu com a matrícula na testa,
já pesada, entortando a coluna
2052307
domingo, 28 de dezembro de 2008
nadifica
Energia dos tempos
caiu estrondosa
perfurando por cima
um furo maior que eu.
A superfície de pressão
deveria esmagar
mas contrariou a física
e perfurou
inteiro.
Agora sou um furo,
não existo corporeamente
sou pra dentro,
do avesso
carne na parede do furo.
O que há de fora
é o que ainda vai cair lá dentro
um buraco cheio
de nada.
O nada preencheu o vazio,
e agora é tudo substância
há nada em mim
por todos os cantos.
Nesse buraco sem fim,
não há um espaço vago
o nada me inflou
pra dentro
pra baixo
e qualquer um pode cair em mim
e se afundar
sempre acompanhado de nada,
substancialmente nadificado.
Eu e nada
nos confundimos,
sou o nada
o nada me é
nos sorvirmos,
e somos brancos,
de luz.
Todas as cores
estatelaram-se pra dentro desse furo
(deu branco)
tudo se esmorecerá lá dentro
e o nada será tudo,
deixo de ser
e sou
me fundindo ao nada.
derretendo-me
incorporando-me
num fluxo de luz incessante.
Existo meu nada.
sábado, 27 de dezembro de 2008
Epistemologia
discutiam estética
a bossa e a fossa
a bossa,
coisa linda
deu de ombros
e, levemente,
sorriu.
a fossa,
coisificada
deu de cócoras
e, taciturna,
chorou.
nossa fossa
vossa bossa.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Enxarcado
Hoje chovi o dia todo.
No quintal,
o varal não tinha roupas
elas mofaram dentro da gaveta.
Realmente,
quem tá na chuva
é pra não mofar.
Chovi o mofo
engavetei o molhado,
me enxarquei
de roupas nuas.
Em pêlos,
me sequei.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Outros, botos.
semana passada esqueci
do poente rubro
e do olhar quebrado.
um olhar
rompido dos paradigmas
viciantes da morbidez.
esqueci de olhar e penetrar,
apenas olhei.
resolvi o problema (apenas por hoje, ou não):
joguei flores de peixe
numa mochila escaldante, e saí
ela me queimou
em direção ao estômago alheio.
ácidos gástricos
me caíram como lentes,
derretaram as retinas,
as rotinas.
enxerguei, penetrei,
dei braçadas em direção
a um paladar de alteridade
lambi com os olhos
e me vi imerso de outrém,
afogado de epiderme.
nadei em pé
com umidade, toques e cabeças.
mas ainda não tenho barbatanas
tive que virar rêmora
não de tubarões
mas de botos
roxos. também sou cor, fosca.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
Raciocinar amando
Fugir,
é sentir a relva na canela,
ritmo cardíaco na medida do passo,
esquecimento do sistêmico,
Suavisar,
é percorrer um caminho e vitalizar o outro,
encher a noite de vida,
e comunicar com os astros,
Ser fiel ao alimento,
energizar-se e ingerir-se:
as pessoas e o mundo no prato.
Raciocinar é usar os talheres,
raciocinar amando...
Comover-se pela razão,
é tão óbvio quanto avançar pela emoção,
pé depois de pé balançando na rede da vida.
oscilando e equilibrando pra tudo voltar a eterna origem: harmonia
Profundamente imersão seguido de um grito de amor,
internalização mais a busca
daquilo que transcende e toca a pele.
E a volta do tudo ao centro de sí.
(as vírgulas estão pra você me compreender melhor,
sistematizar é comunicar?
dá pra ser assim?)
Usar a razão e sentir isso aí,
Esse emaranhado louco.
Raciocinar amando...
Não há viver no dicionário.
é sentir a relva na canela,
ritmo cardíaco na medida do passo,
esquecimento do sistêmico,
Suavisar,
é percorrer um caminho e vitalizar o outro,
encher a noite de vida,
e comunicar com os astros,
Ser fiel ao alimento,
energizar-se e ingerir-se:
as pessoas e o mundo no prato.
Raciocinar é usar os talheres,
raciocinar amando...
Comover-se pela razão,
é tão óbvio quanto avançar pela emoção,
pé depois de pé balançando na rede da vida.
oscilando e equilibrando pra tudo voltar a eterna origem: harmonia
Profundamente imersão seguido de um grito de amor,
internalização mais a busca
daquilo que transcende e toca a pele.
E a volta do tudo ao centro de sí.
(as vírgulas estão pra você me compreender melhor,
sistematizar é comunicar?
dá pra ser assim?)
Usar a razão e sentir isso aí,
Esse emaranhado louco.
Raciocinar amando...
Não há viver no dicionário.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Domesticado
Quero uma t.v. estática,
sendo empurrada
do canto perpendicular da sala
rumo à janela deste terceiro andar,
em uma queda sem volta.
Nesse eterno segundo
antes da queda,
me vejo refletido na tela plana
extático.
Agora são só peças no chão,
estáticas
e eu sou mais que soma de partes.
Tem algo elétrico atrás de mim
todos os dias
uma rotina mórbida
insiste em estalar,
mas quando eu olho some, passou.
Deve ser a alma penada da t.v.
em intervalo comercial
alugando um espaço de seu funeral
pra me vender uma manteiga light.
Mas enfim,
estava eu ali eletrodomesticado
e joguei a t.v. lá embaixo,
fui pra calçada
achando que era livre, e de repente
me vi formiga, com passos
compassados
como todas as outras.
No meio do formigueiro
uma formiga achou o resto da t.v.
observei-a, ela recolheu tudo.
Aquelas peças foram sua refeição.
sendo empurrada
do canto perpendicular da sala
rumo à janela deste terceiro andar,
em uma queda sem volta.
Nesse eterno segundo
antes da queda,
me vejo refletido na tela plana
extático.
Agora são só peças no chão,
estáticas
e eu sou mais que soma de partes.
Tem algo elétrico atrás de mim
todos os dias
uma rotina mórbida
insiste em estalar,
mas quando eu olho some, passou.
Deve ser a alma penada da t.v.
em intervalo comercial
alugando um espaço de seu funeral
pra me vender uma manteiga light.
Mas enfim,
estava eu ali eletrodomesticado
e joguei a t.v. lá embaixo,
fui pra calçada
achando que era livre, e de repente
me vi formiga, com passos
compassados
como todas as outras.
No meio do formigueiro
uma formiga achou o resto da t.v.
observei-a, ela recolheu tudo.
Aquelas peças foram sua refeição.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Infantil
Na ponta do dedo
uma bolha de sabão
que passou e ficou.
Não estourou,
se incorporou ao dedo
e virou eu.
Mas como toda bolha,
perdeu forças,
afroxou-se, parede fraca
tênue.
Estourei!
Ela alçou voo.
A criança riu fortemente
e continuou soprando,
voando delicadamente
com um brilho molhado,
despreocupado,
cheio de si.
Não sou mais criança,
estouro no ar.
uma bolha de sabão
que passou e ficou.
Não estourou,
se incorporou ao dedo
e virou eu.
Mas como toda bolha,
perdeu forças,
afroxou-se, parede fraca
tênue.
Estourei!
Ela alçou voo.
A criança riu fortemente
e continuou soprando,
voando delicadamente
com um brilho molhado,
despreocupado,
cheio de si.
Não sou mais criança,
estouro no ar.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Barros
Sem papel e sem palavras
tirou a consciência da mão
e a janta do pé
mas ficou dentro disso
a poça que estava no pé.
E a janta mofou
a consciência pesou
fora de si estou.
A poça do pé
o poço fundo
escuro, não se vê nada.
Lá embaixo o nada
imerso em barros,
Manoel me disse
pra não perder o nada
fui lá embaixo buscá-lo
pra ter algo importante.
Palavras em acordes
me dançaram
enlameado do poço
mofado da janta
as pessoas da sala
ao saírem,
me passaram o saleiro
e eu, claro,
mirei-o em nada.
Estava dançando no escuro,
com sal.
tirou a consciência da mão
e a janta do pé
mas ficou dentro disso
a poça que estava no pé.
E a janta mofou
a consciência pesou
fora de si estou.
A poça do pé
o poço fundo
escuro, não se vê nada.
Lá embaixo o nada
imerso em barros,
Manoel me disse
pra não perder o nada
fui lá embaixo buscá-lo
pra ter algo importante.
Palavras em acordes
me dançaram
enlameado do poço
mofado da janta
as pessoas da sala
ao saírem,
me passaram o saleiro
e eu, claro,
mirei-o em nada.
Estava dançando no escuro,
com sal.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Perda
Aquela tarde úmida
foi o rebento da porta ansiosa
desesperada, à margem, aflita,
ela bateu.
O estrondo olhou pra todos,
todos olharam entre si, atônitos,
desconcerto
susto geral.
Uma reação:
cabisbaixos,
agiram como se nada tivesse acontecido.
Sem falar nada tudo havia ficado claro,
se sentiam uns merdas.
É de se entender,
a porta se fechou.
foi o rebento da porta ansiosa
desesperada, à margem, aflita,
ela bateu.
O estrondo olhou pra todos,
todos olharam entre si, atônitos,
desconcerto
susto geral.
Uma reação:
cabisbaixos,
agiram como se nada tivesse acontecido.
Sem falar nada tudo havia ficado claro,
se sentiam uns merdas.
É de se entender,
a porta se fechou.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
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