quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pesadelo unilateral, sonhos coletivos.

Um verso um momento,
a história de um movimento.

Espaço democrático,
que nome, satírico riso.
Aqui, não há.

Os extremos se enfrentam e se revelam
flor de cá bomba de lá,
uma pedra sozinha não faz verão,
mas para eles é tempestade,
É tempo de escuridão.

Os raios do sol não aceitam a fumaça,
driblam-na para encontrar meus olhos.
Essa fumaça e o sol, duas naturezas diferentes, não se dão,
Nada se pode ver luz em um cinza tão denso e sórdido.

Essa dor latejante e vermelha vem da borracha,
O corpo sentiu, caiu no asfalto de petróleo.

E o gás me dá mais sede.
Quero beber água e hidratar.
Para turgir o corpo e vencer a constricção
A opressão.

As lágrimas ardentes que espelham o sorriso cínico,
Misturam-se com as ardentes lágrimas de amor.
Baixe o seu escudo e toma esta rosa seu homem.

De um lado a liberdade, do outro também?
De um lado a força do outro também.

Correr as cegas esperando o próximo rojão,
esperando a bala e a pimenta na mão,
confuso só lhes restam o espaço, e as pernas.

E o que nos resta somos nós mesmos.

Viver o calor do fogo e passar a luz.
E os sonhos virão verdadeiros.
Verdadeira liberdade.
Unidade pela união.

São batalhas de todos os dias.

Um comentário:

Diógenes Devir disse...

sejamos realistas, exijamos o impossível.
esqueçamos tudo o que aprendemos, comecemos por sonhar.