quinta-feira, 1 de abril de 2010

loucura à vontade


sangue é seiva bruta
passeando de pés descalços
sobre o asfalto sujo

borrando em cores
a opacidade vaga do tempo
para abraçar a largueza do espaço

pluma que voa só
pois sabe que todo voo
é pó
que destila em grãos cada minuto
diluindo ampulhetas à marteladas

pois sempre que se sangue,
vida

sangue seiva brutal
por não ser nenhum saber

saber só que
tudo
simplesmente
é

3 comentários:

Emanuel disse...

Simplesmente amei!

Bárbara disse...

que se sangue só
e nos sangue sempre
que só o sangue nos seja
a sós e em nós circule

- todo relógio sai em busca de um martelo

- toda pluma encontra o vento

e a seiva
se decide
sem saber o que é a vida
sem saber que é ela mesma
o que a vida é

que a graça de inspirar-me
volte a você em flor

Larice disse...

"em breve senti escorrer dentro de minhas veias aquele mesmo liquido ardente de loucura e alegria..."
pois sempre que se vida,
sangue.
coisa mais linda, dioguinho.